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    <title>Blog Palavras e Sonidos</title>
    <link>https://www.sonidosmusicalatina.com.br</link>
    <description>Aqui a gente conversa sobre a música latino-americana, compartilhando informações, pesquisas e reflexões.</description>
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      <title>Blog Palavras e Sonidos</title>
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    <item>
      <title>Nova música de Los Tigres del Norte</title>
      <link>https://www.sonidosmusicalatina.com.br/recado-de-los-tigres-del-norte-na-musica-nortena-eles-e-que-mandam</link>
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      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Recado de Los Tigres del Norte: na música norteña, eles é que mandam
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Dentro da indústria fonográfica da América Latina (excluindo o Brasil...), estamos vendo ganhar (novamente) grande destaque a música tradicional mexicana. Jovens artistas e outros já consagrados estão colocando em alto som rancheras, corridos, boleros entre outros. Podemos citar as jovens cantoras Ângela Aguilar e Camila Fernandez, e os veteranos Pedro Fernandez (também ator, fez um dos personagens principais da série “Mariachis”, da Max) e Luis Miguel (que tem batido recordes de venda de ingressos em seu retorno aos palcos, desde o meado de 2023, cantando, inclusive, com um grupo de Mariachi que o acompanha em todos os shows).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           No entanto, o corrido tem ganhado um espaço diferenciado em premiações, revistas especializadas e até nos espaços de fofocas da imprensa, principalmente, com a figura do jovem cantor Peso Pluma. E é sobre o corrido que quero falar neste texto. Mais propriamente, o corrido do grupo mexicano Los Tigres del Norte.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A banda lançou o seu EP que recebeu o sugestivo título “Aquí mando yo”, no final de maio de 2024. A canção que dá nome ao álbum tem alguns recados. É quase um manifesto em defesa da história da banda e contra aqueles que estão usando o corrido só para fazer sucesso, sem compromisso, de fato, com o aspecto cultural. Convenhamos, é algo que é bem comum com vários ritmos que acabam conquistando o interesse do público.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Mas, vamos por parte. O título bem sugestivo do álbum e da música é essa reinvindicação da história, da tradição da banda como representante de um ritmo tradicional mexicano. De fato, as músicas tradicionais do único país latino do norte do continente sempre tiveram um alcance de público muito grande. Primeiro, com o cinema mexicano, já nas décadas de 1930 e 1940. Depois, o rádio, a tv e agora a internet possibilitaram que esses ritmos chegassem em vários lugares, conquistando o gosto popular e influenciando outros compositores e cantores de vários países, inclusive aqui do Brasil.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A banda Los Tigres del Norte começou no final da década de 1960, com três irmãos e um primo, vindos de uma família pobre, tocando em restaurantes na fronteira entre o México e os Estados Unidos. Eles são de Sinaloa e isso, para quem conhece um pouco a história recente do México, com certeza, diz muito.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Foi tocando na Califórnia, pela primeira vez, numa festa mexicana, que os rapazes chamaram a atenção de um produtor dos Estados Unidos que ajudou o grupo a gravar seu primeiro disco, já no início da década de 1970. De lá para cá, muita coisa mudou, como os integrantes. A banda passou a residir nos Estados Unidos, logo no início da carreira, mas sem deixar de cantar os ritmos mexicanos.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Com mais de cinquenta anos de carreira, o grupo acumula cifras muito interessantes: são 140 discos de platina, 15 nomeações para o Grammy e mais de 700 canções gravadas. O prêmio Grammy veio em 1987, com o álbum “América sin fronteras”, com destaque para a música “La puerta negra”, de temática, digamos, amorosa.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Buscando valorizar a tradição mexicana, o grupo mantém a fundação que leva seu nome, para a conservação e defesa da herança cultural mexicana nos Estados Unidos. Talvez, também por isso, “Aquí mando yo” fale exatamente dessa postura da banda que não é só de fazer sucesso e ganhar dinheiro, mas dessa relação de respeito pela própria cultura. Aliás, esta temática também está em outra canção de Los Tigres del Norte, “Jefe del jefes”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Ao chamar a atenção da nova geração de cantores de corrido, principalmente da vertente chamada corrido tumbado, o grupo critica esses, segundo a música, esqueceram do compromisso com a identidade cultural mexicana.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Um dos cantores da nova geração, que tem alcançado muito sucesso com o corrido tumbado, é peso pluma. Com vários prêmios e algumas polêmicas, o jovem tem se destacado na mídia e na indústria fonográfica. Junto com Eslabon Armado, gravou a premiada canção “Ella baila sola”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            O corrido e o corrido tumbado, que estão num grupo de estilos chamados de norteño (pela região norte do país), têm sido a escolha rítmica de muitos jovens cantores, principalmente, que vivem na fronteira entre o México e os Estados Unidos da América. Essa região, infelizmente, tem enfrentado muitos problemas sociais, políticos e econômicos e com a imigração ilegal. É uma área de disputa de poder do tráfico de drogas, com muitos casos de sequestro, desaparecimento de pessoas e assassinatos. Uma realidade que tem alguns pontos em comum, por exemplo, com o Rio de Janeiro, no Brasil.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas, o que isso tem a ver com o corrido? Muitos dos jovens que residem nessa região, que adotam o corrido como ritmo para a sua carreira artística, são associados aos grupos de traficantes. Em alguns casos, são até impedidos de fazer shows nas áreas de grupos inimigos e alguns foram assassinados. Peso Pluma, por exemplo, teve sua apresentação cancelada no maior festival de música latino-americana, o da cidade chilena de Vinha del Mar, em 2023, acusado de fazer apologia a um desses grupos de traficantes.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Então, não dá pra falar do corrido sem citar todos esses problemas. Que isso possa nos ajudar a refletir, como sociedade, sobre essas realidades e pensar e trabalhar para que sejam superadas. Aliás, essa temática também faz parte das letras das músicas de corrido, como a “Contrabando y traición”, de Los Tigres del Norte.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Os artistas de corrido, no México, vivem algo como alguns do samba e do funk, por exemplo, no Brasil, de cantores se viram envolvidos com grupos dos chamados contraventores, como do jogo do bicho e do tráfico de drogas. Mas, mesmo diante desses problemas, alguns artistas se destacam e fazem muito sucesso na indústria fonográfica, como é o caso do Peso Pluma, de quem já falamos aqui.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que está no centro do debate, com a gravação do grupo Los Tigres del Norte, é se realmente essa nova geração está comprometida com a cultura mexicana ou se só está pensando em fama e dinheiro. Diante de todas essas questões, Los Tigres del Norte voltam a reivindicar sua posição de “chefe dos chefes”, como são chamados também, por causa de outra música. Então, parece que está dado o recado, e como é comum no mundo da música, pode ser que tenha resposta. Vamos aguardar se algum ou alguns dos novos nomes resolvem compor outra canção de corrido para reivindicar seu lugar na cena da música tradicional mexicana.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            As informações que constam neste texto, sobre Los Tigres del Norte vieram do site oficial da banda. E, por meio de leituras, principalmente de pesquisas acadêmicas, fomos descobrindo mais sobre a história do ritmo e sua relação com a situação social do México.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Postado em: 05 jun. 2024
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Autora: Suzana Coutinho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
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      <pubDate>Thu, 06 Jun 2024 01:47:43 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>A voz da América</title>
      <link>https://www.sonidosmusicalatina.com.br/voz-da-america</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um homem com uma cabeleira altiva e um bigode farto anda tranquilo, olhando a praia ao longe e curtindo o sossego. Seguia pensando na vida e na América do Sul, suas belezas e suas riquezas, muitas delas roubadas. Ao chegar à praia, ele pede uma cerveja e se senta na areia. Fez muito e poderia fazer muito mais, mas há tempos optou pelo anonimato.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Não há como saber se, em algum momento, isso realmente aconteceu com Belchior, mas pode-se imaginar que sim. Através de suas músicas, sabemos do encanto e das reflexões de Belchior em relação à América Latina. Sabemos também, por Jotabê Medeiros (1), que a cidade San Gregório de Polanco (Uruguai) foi um dos refúgios preferidos de Belchior após seu “desaparecimento”. Com apenas 3,5 mil habitantes, a cidade pequena e pacata tem belas praias e painéis de artistas como Dumas Orõno e Felipe Ehrenberg. Acima de tudo, tem as contradições que as cidades latino-americanas carregam.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Belchior nasceu em Sobral, Ceará, e sempre teve orgulho de suas raízes. Um artista plural. Foi cantor, poeta, compositor, músico, produtor e artista plástico. Foi um dos nomes da MPB que alcançou o sucesso não apenas no Brasil, mas no estrangeiro também. Tanto que, quando Bob Dylan veio ao Brasil, Belchior disse ao cantor estadunidense que o chamavam de Bob Dylan brasileiro, ao que Dylan respondeu que, decerto, ele era o Belchior dos Estados Unidos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Embora fosse fã de Dylan e consumisse muito da música e da literatura do “norte do mundo”, Belchior sempre olhou a América Latina como seu centro geográfico. Em “Palo Seco”, música de 1974, ele afirma:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Tenho vinte e cinco anos
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           De sonho e de sangue
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E de América do Sul
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por força deste destino
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um tango argentino
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Me vai bem melhor que um blues”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um local de nascimento e um olhar aberto ao seu redor nunca permitiram que ele deixasse de ver as belezas da riqueza do Sul, mesmo com tanta influência do Norte.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Isso diz muito de perto respeito àquilo que eu falo em muitas outras músicas, esse sentido de desinsular a cultura, de fazer com que a cultura seja penetrante, troque energias com todos os espaços… O Brasil é um país que está isolado culturalmente da grande tradição irmã latino-americana. Então, essa música, que dá continuidade a outras músicas de outros autores como Milton Nascimento, Ruy Guerra, que já haviam levantado de alguma forma esse problema da latinidade e já era uma constante na literatura e na poesia, sobretudo. Essa música dá continuidade àquela tradição inicial naquele momento.” (2)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Vê-se, então, que Belchior não apenas estava atento ao seu entorno, mas buscava, em suas canções, apontar seu lugar, nosso lugar e como deveríamos buscar nos identificar mais com nossos vizinhos que, embora geograficamente pertos, estão artificialmente afastados por outros interesses.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A cultura e as dores dos países latino-americanos não são apenas similares, como se conectam em inúmeros pontos. Em geral vistos como as colônias que deveriam suprir e obedecer aos colonizadores do norte e que, na maioria das vezes, conquistaram sua liberdade através de sangue e suor. A liberdade, sempre com um custo e sempre sob olhares de rapina. Em “Voz da América”, de 1979, Belchior começa:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “El condor passa sobre os Andes
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E abre as asas sobre nós”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O condor, no caso, se refere à Operação Condor, uma campanha oficial e formalmente implementada pelos Estados Unidos de repressão política e terror de Estado, envolvendo operações de inteligência e assassinato de opositores pelas ditaduras de direita do Cone Sul.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sob tanto caos e violência, é comum o desespero. O medo e a vontade de desaparecer. Mas, na mesma música, Belchior nos brinda com um desejo por um futuro melhor, construído por nós, para a nossa América.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Um beijo o bem do corpo em paz
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Que faz com que tudo aconteça
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E o amor que traz a luz do dia
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E deixa que o Sol apareça
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sobre a América
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sobre a América
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Sobre a América do Sul
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por fim, meu bem, não se desespere. Afinal, não somos todos nós apenas latino-americanos sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindos do interior?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Postagem: 16 out. 2023
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Texto: Felipe Siqueira
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Imagem:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Fontes:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (1) MEDEIROS, Jotabê. Belchior: Apenas um rapaz latino-americano. Todavia, 2017.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (2) GUILHERME, Ricardo. Uma conversa radiofônica com Belchior. Disponível em: https://arcagulharevistadecultura.blogspot.com/2016/11/ricardo-guilherme-uma-conversa.html
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/2599307f/dms3rep/multi/belchior.jpg" length="89933" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Mon, 16 Oct 2023 20:16:49 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
      </media:content>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>No hablo español</title>
      <link>https://www.sonidosmusicalatina.com.br/no-hablo-espanol</link>
      <description />
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Uma das hipóteses do porquê não temos tanta troca com a música de língua espanhola seria por conta do idioma. Interessante pensar por essa lógica, visto que temos muita troca com a música feita nos Estados Unidos da América, em inglês, que é outro idioma e, ainda por cima, mais distante de nós do que o espanhol.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Por que será que estamos tão perto, mas, ao mesmo tempo, tão longe do idioma espanhol? Fazemos fronteira com tantos países que realmente falam espanhol e, mesmo assim, só conseguimos falar "cafezito", "barulhito", "engraçadito", ou algo nesse sentido. Chega a ser cômico pensar sobre a nossa situação na América Latina se observarmos por essa ótica. No entanto, não se preocupe, vamos "caminhar essa prosa" de um jeito leve e interessante, sem qualquer intenção de seguir um tom muito negativo.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nossa relação com o espanhol (e com qualquer outro idioma, na verdade) começa falha nas escolas. Pesquisas mostram que 90% dos brasileiros (1) desistem de aprender novas línguas, seja por falta de estímulo, seja por uma metodologia inadequada. E quando pensamos no espanhol, então, a situação complica, já que, na maioria das vezes, o idioma nem aparece como disciplina obrigatória.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Ora essa, então será mesmo que o espanhol está tão longe assim? Por que fica tão difícil assimilar essa língua e por que nos causa tanta estranheza em diversos momentos?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Já sabemos que ambas as línguas, espanhola e portuguesa, vieram do Latim e, assim sendo, apresentam inúmeras palavras em comum, tanto na escrita quanto na fala e até no sentido. Esse é o caso de "hospital", "teatro", "parque", "bolsa", além de muitas outras. Então, por que nos distanciamos tanto?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           A verdade é que encontramos mais facilidade no inglês porque permitimos; acostumamos o nosso cérebro com aquilo que ganha mais espaço na mídia e, mais do que isso, não temos a consciência de quem somos, da origem dos produtos culturais consumidos no Brasil e temos dificuldade em nos identificarmos como latino-americanos.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Segundo o professor Oswaldo Luiz Ferrero Junior (2), é preciso que os estudantes brasileiros valorizem e reconheçam sua identidade latino-americana para que, no futuro, seja possível lutar contra hegemonias culturais, como é observada a partir da grande influência causada pelos Estados Unidos da América no nosso país.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Em síntese, são os diversos fatores sociais, econômicos e políticos que nos levam a uma janela de percepção e aceitação bastante reduzida, em que não se é possível enxergar o que está bem ao nosso lado: a nossa cultura latino-americana.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Postagem: 11 set. 2023
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Texto: Bianca Lima
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Imagem: Pixabay
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
            
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Referência
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (1) REDAÇÃO. Por que 90% das pessoas desistem de aprender inglês.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Sopa Cultural,
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           04 abr. 2023. Disponível em: https://sopacultural.com/por-que-90-das-pessoas-desistem-de-aprender-ingles/#:~:text=Enquanto%20o%20estudo%20The%20Rise,desistem%20ainda%20no%20primeiro%20ano.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            (2)  FERRERO JUNIOR, Oswaldo Luiz.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Interculturalidade e ensino de espanhol:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A música em prol da identidade latino-americana. 27 f. 2018. Artigo (Especialização em Educação Linguística e Práticas Docentes em Espanhol). Programa de Pós-Graduação em Educação Linguística e Práticas Docentes em Espanhol, Colégio Pedro II, Rio de Janeiro, 2018. Disponível em:
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="http://www.cp2.g12.br/blog/propgpec/files/2020/12/OSWALDOJUNIOR2018TCC.pdf" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           http://www.cp2.g12.br/blog/propgpec/files/2020/12/OSWALDOJUNIOR2018TCC.pdf
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/2599307f/dms3rep/multi/earphone-2639487_1280.jpg" length="86423" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Mon, 11 Sep 2023 19:08:51 GMT</pubDate>
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        <media:description>thumbnail</media:description>
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        <media:description>main image</media:description>
      </media:content>
    </item>
    <item>
      <title>Tão perto e tão longe</title>
      <link>https://www.sonidosmusicalatina.com.br/tao-perto-tao-longe</link>
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      <content:encoded>&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/md/pexels/dms3rep/multi/pexels-photo-1845844.jpeg"/&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Olá, que tal?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           O que a gente quer aqui, com o Projeto Sonidos Música Latina, é falar sobre a música que se produz e se consome nos países da América Latina, menos do Brasil... exatamente pra pensarmos o quanto estamos perto e ao mesmo tempo longe disso tudo. E tentar entender o que nós perdemos e o que ganhamos com essa proximidade e com essa distância.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Acho engraçado quando leio ou ouço a expressão “Brasil e América Latina”. A impressão que eu tenho é que colocamos o Brasil num espaço cultural, político e social totalmente desvinculado do restante dos países da América Latina. 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Como nós estamos tão perto e ao mesmo tempo tão distante da música e, por extensão, da cultura em geral, dos países que estão geográfica, social e historicamente muito perto de nós.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Distantes porque, como já disse, a gente encontra ainda poucos canais divulgando essa cultura e essa música aqui no Brasil, para os brasileiros. E tão perto porque, não só geográfica, mas também cultural, social e historicamente, estamos próximos, tão próximos que influenciamos uns aos outros, mesmo quando não percebemos diretamente essas influências.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vou dar um exemplo: você tem acompanhado os lançamentos musicais da Argentina, ou do Uruguai? Que cantores, cantoras, grupos musicais desses países são bem conhecidos por aqui? E do Caribe, da Colômbia ou do México, você conhece algum cantor, cantora, grupo, estilo musical?
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            E se perguntarmos quais ritmos brasileiros são adaptações ou influência direta dos ritmos desses outros países? Coisas que cantamos aqui e que nasceram em língua espanhola, nos outros países da América Latina, vieram pelas fronteiras, pelo rádio, pelas trocas culturais, pela indústria fonográfica e, muitas vezes, não nos damos conta disso. De outro lado, nossos vizinhos sabem muito mais de nossa música do que sabemos sobre eles.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E por que isso poderia fazer diferença em nossas vidas?
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Entendemos que cultura e, dentro dela, a música, nos aproxima, coloca nossas vidas em contato. Por meio dela, nossas histórias, nossos projetos, sonhos e decepções são também compartilhados. Podemos aprender uns com os outros. E quando falamos de cultura, vamos vendo que nunca perdemos quando a compartilhamos. É sempre soma, ganho e enriquecimento.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           E, ao nos aproximarmos culturalmente, vamos quebrando preconceitos, fortalecendo pontos em comum, sem deixar de perder nossas particularidades. Permita-me citar aqui o escritor uruguaio, Eduardo Galeano. Ao discursar num evento do Mercosul, em 2008, falou dessa nossa distância e da necessidade de estarmos mais próximos:
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           “Pero sólo siendo juntos seremos capaces de descubrir lo que podemos ser, contra una tradición que nos ha amaestrado para el miedo y la resignación y la soledad y que cada día nos enseña a desquerernos, a escupir al espejo, a copiar en lugar de crear.”
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           (Traduzindo: “Mas, só sendo juntos seremos capazes de descobrir o que podemos ser, contra uma tradição que nos há adestrado para o medo e a resignação e a solidão, e que cada dia nos ensina a desquerer-nos, a cuspir no espelho, a copiar no lugar de criar.”)
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Então, é por esses e outros motivos que nós convidamos você a navegar conosco e a descobrir ou redescobrir as riquezas dessa América Latina, por meio de seus “sonidos”.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Nós esperamos você em nossas mídias sociais (Instagram: @sonidosmusicalatina; Facebook: @sonidosmusicalatinoamericana; Threads: @sonidosmusicalatina, aqui no nosso Blog Sonidos, no nosso site (
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;a href="http://www.sonidosmusica/" target="_blank"&gt;&#xD;
      
           www.sonidosmusicalatina.com.br
          &#xD;
    &lt;/a&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            ) e no Spotify (Sonidos Música Latina). Deixe seu comentário, curta, compartilhe.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Beijos e até nosso próximo encontro! 
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Suzana Coutinho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/2599307f/dms3rep/multi/couple-g1815aec04_1280.jpg" length="116998" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 24 Aug 2023 16:41:49 GMT</pubDate>
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    </item>
    <item>
      <title>Conheça a Sonidos Música Latina</title>
      <link>https://www.sonidosmusicalatina.com.br/conhecendo-sonidos</link>
      <description>Olá, vamos nos apresentar: Nós somos a Equipe Sonidos que pensa e produz conteúdo digital do projeto Sonidos Música Latina. Conheça nosso objetivo e o que temos para oferecer para você neste e em outros espaços da internet.</description>
      <content:encoded>&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;h3&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Conheça nosso projeto Sonidos Música Latina
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/h3&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&#xD;
  &lt;a href="/"&gt;&#xD;
    &lt;img src="https://irp.cdn-website.com/2599307f/dms3rep/multi/7636969.jpg"/&gt;&#xD;
  &lt;/a&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div data-rss-type="text"&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Olá, que tal? Vamos apresentar aqui o nosso projeto Sonidos Música Latina.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nós somos uma equipe formada por pessoas que gostam de comunicação, cultura, música e do mundo digital. Daí que nos unimos para criar e alimentar várias plataformas da internet com um tema que a gente gosta muito, que é música latino-americana em língua espanhola.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nós fomos pesquisar e vimos que a música latino-americana é riquíssima, com muitos ritmos, sons e histórias. E nós queremos muito compartilhar com você essas descobertas.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Vimos também que aqui no Brasil, por diversos motivos, ainda temos pouca divulgação desse tipo de música nas chamadas mídias tradicionais e mesmo na internet, voltada para o público brasileiro. Então, pensamos juntos e juntas que seria um bom projeto de produção de conteúdo, para que possamos conhecer, refletir e compartilhar a música latino-americana de língua espanhola em nossos canais na internet.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            A América Latina é formada por 20 países, localizados desde a fronteira sul dos Estados Unidos até o sul do Continente, a Terra do Fogo, no território argentino. A grande maioria fala, como idioma oficial ou segundo idioma, o espanhol. Apenas o Brasil fala português. Nessa faixa de terra, habitam 660 milhões de pessoas, segundo dados de 2022, da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, órgão das Nações Unidas. Essas pessoas, com suas histórias de vida, suas lutas, dores, conquistas e sonhos, é gente que pensa, produz e consome, entre outras coisas, cultura musical. Parte dessa cultura é organizada pela indústria da música. Cantores, cantoras, compositores e compositoras, músicos, produtores, técnicos e muitos outros profissionais e trabalhadores fazem parte desse setor.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Economicamente falando, só em 2022, essa indústria movimentou US$ 1,300 bilhão conforme relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica. Gente, é muito dinheiro!
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Mas, mais do que isso, tem muita diversidade, tem pra todos os gostos musicais. Das apropriações de outros ritmos, como o rock e o rap, a sons genuinamente latinos, como salsa, merengue, tango, jarabe, bolero... aos novos ritmos como reggaeton. E com tantas cores e movimentos que é um pecado, daqueles bem grandes, a gente não usufruir dessa riqueza toda.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            No entanto, eu fico extremamente frustrada quando procuro por informações nas mídias brasileiras sobre música latina e encontro quase nada. Em contrapartida, há muitas informações sobre música em inglês, por exemplo. Nada contra! Mas, me parece que poderíamos partilhar mais sobre nós mesmos. Nós, da América Latina.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Eu acredito que quanto mais a gente alarga nossos ouvidos e olhares, mais o nosso mundo ganha em possibilidades. Mais experiências nos fazem melhores como pessoas e sociedade. Nós podemos ser bem diferentes, mas isso não impede que aprendamos uns com os outros. Que atravessemos à outra margem do rio e que lá haja também sons que nos encantem, nos inspirem, nos animem, nos façam dançar, chorar, sorrir, amar.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           É por isso que eu convido você para que juntos possamos compartilhar de um pedaço dessa riqueza, conhecendo ritmos, cantores, cantoras e músicas em língua espanhola, feita aqui na América Latina.
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Você vai nos encontrar em diversas plataformas, para conhecer melhor nosso projeto e acompanhar as nossas publicações.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Nós esperamos você em nossas mídias sociais (Instagram: @sonidosmusicalatina; Facebook: @sonidosmusicalatinoamericana; Threads: @sonidosmusicalatina), aqui no nosso Blog, no nosso site (www.sonidosmusicalatina.com.br) e no Spotify (Sonidos Música Latina).
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        &lt;span&gt;&#xD;
          
             ﻿
            &#xD;
        &lt;/span&gt;&#xD;
        
            Deixe seu comentário, curta, compartilhe.
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;br/&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      &lt;span&gt;&#xD;
        
            Beijos e até nosso próximo encontro! 
           &#xD;
      &lt;/span&gt;&#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;br/&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
  &lt;p&gt;&#xD;
    &lt;span&gt;&#xD;
      
           Suzana Coutinho
          &#xD;
    &lt;/span&gt;&#xD;
  &lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/div&gt;</content:encoded>
      <enclosure url="https://irp.cdn-website.com/2599307f/import/clib/pixabay_com/dms3rep/multi/m_250sico-a-tocar-guitarra-509x339.jpeg" length="29271" type="image/jpeg" />
      <pubDate>Thu, 24 Aug 2023 16:41:47 GMT</pubDate>
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